A tecnologia como aliada para a sobrevivência do sindicato em meio à pandemia

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A pandemia que assola o mundo desde 2020 mudou uma série de atividades. Todos as empresas e instituições precisaram fazer adaptações em seus formatos de atuação, pois a necessidade de distanciamento social e medidas de segurança para tentar evitar propagação maior do vírus alteraram drasticamente as relações.

Não foi diferente com os sindicatos. Na verdade, talvez este segmento tenha sido um dos que mais sofreu. Afinal, este tipo de instituição se acostumou a fazer as assembleias presenciais, com os debates em busca de melhorias, as votações, etc.

A partir do momento em que não é possível ir à sede e fazer as atividades normalmente e da forma que todos conhecem, adaptações se tornaram necessárias para que não houvesse o risco, até mesmo, de que o sindicato em questão fechasse, já que sem função ele poderia ficar obsoleto ou sem conseguir conectar todas as pessoas envolvidas.

Mas a tecnologia tratou de aliviar esta questão e permitir uma sobrevivência para os sindicatos. Como isso foi feito? É o que vamos falar um pouco mais neste conteúdo, mostrando como a tecnologia se tornou a aliada central deste tipo de instituição durante este duro período de pandemia.

Tecnologia ajudando os sindicatos durante o período de pandemia

Como dissemos, a pandemia trouxe a necessidade de distanciamento social. Mas, ao mesmo tempo, catalisou a realização de alguns processos que já se encaminhavam. Entre eles, a massificação do uso da tecnologia para reuniões, discussões, etc. Sendo assim, os sindicatos precisaram acelerar alguns processos e contaram com os avanços e infinitas possibilidades tecnológicas para isso.

Por exemplo: para discussões importantes e que envolvam diversos integrantes da determinada classe defendida, as reuniões por videochamada, em aplicativos específicos para tal, tornaram-se a solução ideal.

Assim, não foi preciso diminuir a assiduidade ou o número de pessoas envolvidas nos debates. Com uso da tecnologia, isso na verdade se expandiu, já que os sindicatos podem passar links dos encontros e atingir, talvez, ainda mais pessoas do que os comunicados para reuniões presenciais.

Isso porque, muitas vezes, os afiliados não têm o estímulo para se deslocarem até a sede. Pelos meios virtuais, pode até ser mais fácil a atração.

Mas não é uma questão só de reuniões e encontros. A sede dos sindicatos é também o espaço para novas filiações, para receber as demandas dos associados etc.

Neste caso, o fechamento por conta da pandemia poderia fazer com que esta função se perdesse, ameaçando a existência da instituição, já que esta perderia a capacidade de ter novos integrantes, além de ter sua importância diminuída, sem a possibilidade de recebimento das demandas.

Por isso, a criação de métodos para realização destas funções virtualmente ajudaram, também, a salvar o funcionamento deste tipo de instituição.

A solução foi abrir a possibilidade de uso do site e de contato virtual para tais demandas, ou mesmo, em alguns casos, a criação de aplicativos que facilitem a comunicação.

O uso de ferramentas como softwares de gestão, para unir demandas e controlar melhor tudo o que está sendo recebido, também tornou-se uma tendência. Afinal, não basta abrir a porta do mundo virtual para o público.

É preciso ter organização e eficiência no recebimento, leitura das mensagens, divisão por temas de interesse, entre outras coisas. Para isso, a construção de um ambiente digital robusto, com uso intenso de tecnologia, é o que salva os sindicatos. Mais um ponto para a tecnologia.

Em relação às novas filiações, para os sindicatos era fundamental manter uma certa fonte de renda dentro deste período de crise. Se não houvesse uma forma de atrair mais pessoas de uma determinada classe, os investimentos para aumento do uso de tecnologia, como estamos vendo, talvez não pudessem ser feitos.

Por isso, a tecnologia se tornou fundamental para a sobrevivência, já que permitiu a manutenção de um contato próximo e deu segurança aos afiliados de que seguiria havendo apoio e debate.

Em momento de crise, no qual a situação financeira da maioria se deteriora, se desfiliar, parar de pagar taxas sindicais, seria uma opção, o que enfraqueceria ainda mais os sindicatos. Por isso, usar a tecnologia para se manter próximo também tem relevância neste sentido.

E, claro, a questão da instabilidade profissional traz mais relevância. Um dos pontos para os quais servem os sindicatos é defender os direitos e estar ao lado de trabalhadores de uma determinada classe.

Ajuda e apoio a distância

Como dissemos, a crise que se abateu sobre o Brasil e o mundo em geral ameaçou empregos, criou regras de emergência para possibilidade de suspensão de contratos e diminuição de salários, e outras adaptações.

Neste sentido, ter o sindicato perto para proteger os direitos é fundamental. Não houvesse o uso da tecnologia para manter um canal de contato, os trabalhadores poderiam se sentir desamparados, sem a possibilidade de lutar e sem encontrar o sindicato como um aliado.

Isso, a longo prazo, aumentaria o risco e dificultaria a sobrevivência destas instituições, já que os profissionais, além de perceberem que não tiveram o apoio, ainda entenderiam que a luta é individual e perderiam a confiança. Sem credibilidade, os sindicatos poderiam morrer.

Portanto, a tecnologia serviu para aproximar nesta relação e para fazer os sindicatos se manterem como um aliado em lutas para que os direitos não fossem perdidos, mesmo em tempos de crise e necessidade de ajuste. Em momento de instabilidade, estas instituições precisam encontrar formas de estar ao lado.

Sendo assim, seja com maior presença em sites, com a criação de aplicativos, contratação de softwares e ferramentas para debates online, o fato é que a tecnologia surgiu para salvar os sindicatos em tempos de pandemia e distanciamento.

Não fosse isso, a sobrevivência estaria ameaçada, já que seria mais difícil a instituição deste tipo cumprir sua missão de amparar e estar ao lado da classe defendida.

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