A importância da comunicação no processo de eleição sindical

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A Comunicação Sindical é muito distinta. É formada por um conjunto que inclui a direção sindical, assessoria de comunicação do sindicato e os trabalhadores de base. Todas as partes, juntas, analisam e definem as melhores estratégias de comunicação. Comunicar significa fortalecer uma luta, um grupo de pessoas com os mesmos ideais.

Quando não há comunicação, ou ruídos que impeçam a transmissão da mensagem, essa luta fica comprometida. A comunicação parte de um conjunto, ela demonstra as ações e as posições dos sindicatos.

A comunicação sindical também é criativa e versátil. Ela abrange diferentes estratégias e formatos como o tradicional jornal, cartilhas informativas, divulgação mais atual nas redes sociais, os carros de som, que são bem característicos principalmente em manifestações, onde também são distribuídos panfletos; e eventualmente, os jornais, e também a comunicação a base da conversa, no boca a boca.

O rádio também é um meio de comunicação que ainda aceita falar sobre as lutas sindicais, mas é na televisão que há certa barreira, uma dificuldade de debater e falar sobre sindicalistas.

A divulgação pelos meios de comunicação influencia e chama a atenção das pessoas a se identificarem e participarem de ideologias por meio da apresentação das ideias que dominam interesses da sociedade.

Os meios de comunicação não devem servir ao Governo, porém, geralmente, estão a serviço de interesses de seus donos e seguem uma linha de pensamento de acordo com uma classe ou pensamento. Envolve dinheiro, e por isso, quem paga, apresenta seus interesses e, assim, a sociedade acredita que esses interesses são de todos. A comunicação sindical tem o desafio de desconstruir essa ideia, e mostrar a sua força e o seu lado de maneira positiva.

A importância da comunicação em lutas sociais

Historicamente, em 1789, na Revolução Industrial, a imprensa teve um papel importante nos acontecimentos políticos. Naquela época, pessoas importantes tornavam-se jornalistas e escreviam artigos revolucionários e libertadores. Era uma forma de lutar ativamente por algo que era tratado de “direitos naturais” dos cidadãos. Falava-se, principalmente da luta contra a censura, ou seja, pela liberdade de imprensa. Foi nessa época que se se estabeleceram algumas ideias: A primeira é a de que o segredo é contra a revolução e que deve existir transparência nos assuntos públicos, sempre sob o olhar atento dos cidadãos. A segunda ideia é a de que Revolução é imprescindível para a democracia. A terceira ideia que regia o jornalismo na França durante a revolução é de que a imprensa não era apenas um espelho da política, mas sim uma forma de fazer as coisas acontecerem.

No Brasil, o sindicalismo dos anos de 1980 ficou marcado pela combatividade, lutas democráticas e grandes greves, mas não conversa com a realidade de hoje. Da mesma maneira, o sindicalismo dos anos de 1990, que foi pela luta de resistência ao neoliberalismo, assim como em 2000, com a derrota do neoliberalismo e governos de esquerda.

Novas realidades foram criadas: o desafio agora é combater fake News e interesses, ser independente, conquistar novos espaços de relação com os trabalhadores, suas famílias e conversar mais amplamente com uma sociedade duramente polarizada e cada vez mais dividida.

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